quarta-feira, 26 de março de 2008

Ainda sobre Goa

Anteontem, na tarde da nossa chegada a Goa, depois de assentarmos arraiais no Hotel Cidade de Goa (excelente, busquem no Google), fizemos a primeira visita ao Forte de Aguada e às praias situadas mais a norte. O Forte, imponente e em bom estadão de conservação, foi construído pelos portugueses no século XVI, protegia bem a entrada do rio Mandovi e tinham depósitos enormes para abastecimento de água dos navios que por aqui passavam. As praias (do Norte do rio Mandovi)), muito elogiadas no Lonely Planet, são uma desilusão: maus acessos, lixo por todo o lado, ruas com comércio caótico e desinteressante, edifícios decadentes, apoios de praia miseráveis. Não se entende a popularidade que parecem gozar junto dos nossos amigos mochileiros ingleses.
Ainda visitámos Panjim, que é agora a capital do Estado de Goa, merecendo-nos especial atenção um bairro de traça portuguesa. Do nome das ruas, à designação das lojas e à traça das habitações, tudo aqui cheira a influência portuguesa e não deixa de ser emocionante pensar que um povo tão pequeno em população foi capaz de se espalhar por tanto mundo e criar e deixar raízes.
Doutro ponto de vista, impressiona a dimensão do turismo que há por aqui, muitíssimo superior ao do sul da Índia por onde andámos antes. A qualidade e quantidade da oferta da hotelaria são significativas e os ingleses são reis por aqui. Sabemos que em certas alturas do ano há mesmo voos charter de Londres directos a Goa, designadamente da Monarch Airlines. Percebemos porque nesta manhã de hoje que passámos no nosso hotel. Temperatura de dia à volta dos 33 graus e de 27 à noite, enquanto a água do mar é como caldo, perto dos 30 graus. Como o nosso há vários hotéis com praias privativas, distribuídos pelas várias baías que constituem esta costa a sul da foz do Mandovi.
Se juntarmos à receita do turismo a extracção e exportação de vários minerais ferrosos e ouro, perceberemos porque este é possivelmente o estado mais rico da Índia.