Por Goa e Margão
A manhã de hoje foi dedicada a Margão, que embora não prevista foi uma bela surpresa. Desde a entrada que se nota a presença portuguesa, seja na arquitectura das casas e das igrejas, quer na toponímia das ruas ou no nome dos estabelecimentos comerciais. Espantou-nos como absolutamente ao acaso fomos várias vezes abordados por goeses que quiseram mostrar que ainda falam português. Um deles, uma senhora, médica, na casa dos 60, ainda com um irmão em Portugal mostrou particular prazer em falar connosco. Percorremos o mercado e ruas envoventes, que apresentam um frenesim típico do comércio indiano, mas aqui talvez mais intenso e mais higiénico. Aliás, o estado de conservação das ruas e dos edifícios está muito acima do nível dos restantes estados que visitámos, uma prova de que este é o estado mais rico da Índia.
De tarde percorremos a Velha Goa, que hoje não é mais do que um conjunto de igrejas, algumas das quais de grandes dimensões. Uma delas, a Basílica do Bom Jesus, é classificada como Património da Humanidade, tem um altar enorme em talha dourada, belíssimo, visível de qualquer ponto do interior e que é claramente o centro de atenção do visitante assim que ele entra. De resto dá que pensar por que razão os portugueses gastaram tantos recursos a construir uma quantidade tão grande de igrejas num espaço tão pequeno. Foi emocionante de ver o retrato de todos os governadores e vice-reis portugueses da Índia no museu anexo a uma das basílicas.
Depois escrevo mais que agora estou a ser pressionado para irmos jantar ao Alfama, que é um restaurante aqui do Hotel Cidade de Goa que tem comida portuguesa. Que saudades…. Vamos a ela.