Cochim – na rota dos nossos navegantes
Depois de deixarmos o barco, viajámos cerca de uma hora Cochim, onde ficámos magnificamente instalados no Hotel Hilton. Passámos a tarde em visitas na aras de Forte Cochim, que é a parte antiga da cidade que contem as relíquias históricas que nos trouxeram aqui. Mas como era Domingo de Páscoa, não nos pudemos emocionar vendo no interior da igreja de São Francisco o local onde Vasco da Gama esteve sepultado 14 anos antes de ser transladado para Portugal, nem o museu indo-português, pois que ambos estavam fechados. Bem ao contrário, o palácio dos holandeses, que por acaso foi construído pelos nossos antepassados em 1555, e a Sinagoga estavam bem abertos, recordando em letras bem negras que os judeus, que já aqui moravam e comerciavam antes da chegada dos portugueses, foram por estes massacrados e expulsos. Ficamos tristes ao vermos que a casa onde viveu Vasco da Gama não está conservada e aberta ao público como museu, mesmo que para isso fosse necessário financiamento do Governo português ou da Gulbenkian, a qual, aliás, já aqui patrocinou várias recuperações. Valeu-nos a vista do rio por onde Vasco da Gama subiu e as margens em que desembarcou, nas quais ainda pudemos ver casas de traça portuguesa. Há aqui várias dezenas de redes de pesca chinesas, que, dizem alguns, foram trazidas pelos portugueses, e são um elogio ao génio humano na sua luta pela conquista do alimento. E além de tudo são fonte de fotos belíssimas em qualquer atura do dia. Fechámos o dia em Cochim com um jantar quase português, comendo um peixe de mar parecido com o robalo, com 4,6 kgs, e 3kgs de camarão tigre, que comprámos a pescadores locais e mandámos cozinhar num restaurante à borda do rio. De gritos! E por… cerca de 100 euros para 9 pessoas.